Chouriço

Chouriço is a spicy portuguese smoked sausage, made with pork meat, pork fat, wine, paprika and salt, stuffed into tripe (natural or artificial) and slowly dried over smoke. It can be served as part of a meal or used as a dildo.

quarta-feira, julho 29, 2009

Scotland's greatest asset on humour



Frankie Boyle é como um pontapé nos tomates de um masoquista quando este está a ter um orgasmo.

terça-feira, julho 28, 2009

Mental note


Nunca façam como eu e aqui o Steve McQueen.

Por terras de Sua Majestade, nunca peçam dois cafés daquela forma, senão em vez de "Two expressos, please" o que o barman vai ouvir é "Go fuck yourself expressos, please".

É só um conselho de amigo para todos vocês que, tal como eu, não gostam de chegar ao hotel em tronco nu, calças completamente esfarrapadas, um alvo pintado a estrume no peito com dois dardos ainda espetados (um no 14 e outro no duplo 17), a inscrição "Here are your expressos, sir" marcada a ferros na testa e a dizerem "Hum... it's a long story" para as duas raparigas de olhar esbugalhado na recepção.

Escócia ----------> Eu.

sexta-feira, julho 17, 2009

Eu ----------> Escócia.

Estupefaciente

O meu tio carocho disse-me no outro dia que achava o Vin Diesel um bom actor, e eu instintivamente articulei um "Man, tu drogas-te ou quê?".

Vista grossa

Eu sou tão bom a comer com os olhos que até já pensei em andar com um palito no canto do olho direito para poder esgravatar possíveis restos de fotossensibilidade da córnea e fazer aquele som de sorver no final com o canal lacrimal.

quinta-feira, julho 16, 2009

Less is more

Acabei de saber que o Harry Potter terá oito filmes, mais um em porção do que o número de livros da saga.
Mais um do que o necessário.

Que foi exactamente o que pensei quando vi o "Ensaio Sobre a Cegueira".

Homonímia

No dia em que conheceu a Helen Svedin, o Figo chamou-se-lhe.

A minha vida pel'O Bem Maior

Sou o mais completo prisioneiro da minha eterna vontade de pegar fogo à impiedade do Mundo.

Má-fé

Conheço um gajo tão tarado que, para ele, "andar às cegas" é ir engatar gajas em acções sociais da ACAPO.

Boa-fé

O Andrea Bocelli é daqueles que não se importa de fazer amor de luz apagada.

Prumo

O maior inconveniente de acordar quase sempre de pau feito é o ter quase sempre de me esticar um bocadinho mais para a frente quando vou lavar a cara à casa de banho.

Pré-matriz

O Bullet Time foi inventado por Lee Harvey Oswald em 1963.

Não foi necessário juntarem-se os dois à esquina

Aposto que o JFK ia a cantarolar "lá em cima está o tiro-liro-liro" imediatamente antes de Lee Harvey Oswald ter apertado o gatilho.

Jogos de agilidade

Acabei de ver uma tipa com uns mamilos tão salientes que só me apeteceu meter lá varas a equilibrarem pratos numa das pontas.

Dr. Parnassus

Fodido, fodido é terem um amigo imaginário que vos diz "Man, tu não existes!".

En passant

Se bem conheço o carácter da minha linhagem, diria que a monarquia em Portugal acabou em 1910 porque o meu trisavô deve ter colocado D. Manuel II em xeque-mate.

E isto, provavelmente, depois de já lhe ter comido a mulher, um bispo e dois cavalos.

Tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac

Ui, que bom que é estar hoje aqui neste mesmo e monótono local de trabalho sem fones para poder usufruir, a cem porcento, de todos estes pequeninos e sofregamente irritantes sons que, a pouco e pouco, vão debilitando cada vez mais a minha já tão pouca sanidade mental.

Que bom que foi eles - os fones - ontem terem começado a pifar a caminho de casa, enquanto ia a ouvir música avulsa, tudo para que chegado, enfim, ao lar, eu os rebentasse da mesma forma de como quem agarra nas patas e nas orelhas de um coelho e lhe estica o pernil.

Que bom que é, ai que bom que é estar aqui a ouvir o som de cada um dos toques no PDA do camelo do velho, o som de cada um dos toques de chamada e de SMS e de MMS e de PS e de PSD e de Blocos de Esquerda, o riso da secretária que está a dez metros daqui, o "Olá, senhor António, como vai, bem, espero eu" do rapaz do Helpdesk aqui a uma parede de distância, o "Certo, certo... não, certo, certo... não, certo, certo... não, certo, certo..." do gajo que costuma andar, volta e meia, a palmilhar ao telemóvel o corredor aqui atrás de mim, o "Ó-kapa!" que, estoicamente, se continua a manifestar em tudo o que é resposta do gajo atrás de mim, o bater da porta da saída que podia fazer apenas "pam!" se as pessoas a segurassem até ao trinco mas não, faz "PAAAAAMMM!!!" porque as mesmas e contínuas pessoas não aprenderam ainda que a mesma e contínua porta faz o mesmo e contínuo estrondo sempre que a largam, e lançam sempre um mesmo e contínuo "Oops, que me esqueço sempre que a porta bate desta mesma e contínua forma" quando, na verdade, não se esqueceram coisa nenhuma, são é demasiado comodistas e egocêntricas para se conotarem a algo tão desacreditado como o é o civismo.

Que bom que é, ai que bom, que bom que é.

Foda-se.

É bem possível que eu goste mesmo é de...


... grandes.

quarta-feira, julho 15, 2009

A importância do valor da importância

Não sei exactamente o que é que se passa comigo, mas há bocado dei por mim a bocejar quando estavam a falar-me de um assunto tão interessante como o da EFACEC que ganhou a corrida aos contratos de manutenção das turbinas eólicas da EDP.

E quando a corrida aos contratos de manutenção das turbinas eólicas da EDP me aborrece, então eu não sei o que é que me pode despertar a atenção.

Freefly

2009 será o ano em que farei pára-quedismo a solo.

Mal posso esperar por saltar da aeronave para os milhares de metros de vazio e deixar-me cair a pique de cabeça para baixo a mais de trezentos quilómetros por hora em direcção a um solo pejado de tanta merda humana que só me dará vontade de não deixar o pára-quedas enfunar e de me precipitar verticalmente com intenção feita de furar o planeta de uma ponta à outra.
Ou morrer a tentar.

Sophie Marceau

Tenho muito medo que, neste plano existencial e na quadra corrente, exista uma coisa chamada "whisky" e uma coisa chamada "Mel Gibson".

Isto porque receio que, em vésperas de ir de férias até à Escócia, ambas aquelas coisas se unam e levem a segunda coisa a, após alguns copos tomados da primeira, pintar a face com algumas cores garridas e a invadir aquela nação do Reino Unido sob o pretexto de uma terceira coisa chamada "Fureedom" e a documentar tudo muito bem documentadinho e a chamar a isso "Braveheart 2".

I am a world before I am a man

SlipKnot - Before I Forget:


"Barulho!", apregoarão vocês!

"Constatação de facto sobre a obscena força motora por detrás da insurreição contra a desumanização ditada pela maioria social!", direi eu e o AD, enquanto aviamos, em pleno mosh, mútuas biqueiradas de aço nas costelas flutuantes do outro!


MP3 aqui.

Exortações

Ele há cenas que se recomendam vivamente.

terça-feira, julho 14, 2009

Adia-se a acção, mantém-se o sentimento

Não faz mal.

Sempre teremos Novembro...

Sem tom nem som

Imagino que uma lareira a crepitar e a sede da Associação Cultural de Surdos-Mudos da Amadora a arder produzam o mesmo ruído.

A inspiração do porvir

Num futuro muito próximo, quando o meu primeiro filho atingir a idade da consciência, levá-lo-ei a uma das janelas da nossa casa no campo, abrirei as comportas de par em par, porei o braço esquerdo em volta dos seus pequenos ombros e dir-lhe-ei, de braço direito estendido sobre o mundo exterior que, um dia, tudo aquilo será dele.

E ele dir-me-á "O quê, pai? A relva?".

E eu hei-de desengastar o meu sorriso de orgulho e hei-de olhar para baixo para aquele pequeno pirralho e hei-de perceber que aquela outrora promessa de liderança é, afinal, pouco quantiosa e burra que nem uma porta.

E hei-de dar azo à desilusão.

E hei-de ser chamado pela minha adorável mulher para almoçar poucas horas depois, e hei-de pousar o meu churchwarden e a primeira revisão do "On the Fourfold Root of the Principle of Sufficient Reason" de Schopenhauer na nossa mesa de jardim Modena Summerset, e hei-de descruzar a perna e hei-de responder ao chamamento, e à sua inevitável indagação "Onde anda o David? Já o chamei n vezes e o sacaninha não me responde" retribuirei com um "Não sei, querida; ainda não o vi hoje" quando na verdade o terei visto e saberei que ele estará no fundo do poço atrás do depósito das provisões.

E sabê-lo-ei porque terei sido eu a empurrá-lo para lá.

De quatro

E vão quatro anos desde que me ajuntei com a pessoa com quem quero partilhar o resto da minha vida.

E o fatalismo desta afirmação, a existir, está apenas e somente no contexto de quem a lê.

segunda-feira, julho 13, 2009

O carácter de uma eructação

Sou tão bom a arrotar o abecedário que uma vez até descobri uma letra nova: o .

Adução à adversidade

Um dia ainda hei-de ter as paredes da sala forradas com as cabeças dos meus jurados inimigos de longa data, arrancadas por mim mesmo à dentada após os ter largado a todos ali na Serra da Arrábida e os ter caçado, um a um, com recurso a apenas uma dezena de Fox Terrier e a uma faca de peixe.

Trabalho e prazer

Começo a achar que tenho um dream job.

Acabaram de me oferecer, ao abrigo de uma promoção de produto, um litro de Sagres Bohemia.
No meu local de trabalho.
Cerveja.
No meu local de trabalho.

A SIC enquanto efeito de Leidenfrost

Não sou grande barra em física de partículas, mas julgo que um programa apresentado conjuntamente pelo João Manzarra e a Carolina Patrocínio é o tipo de merda de que é feita a antimatéria.

Tam magnus

Há um amigo meu que namora com uma gaja tão baixinha que fico com a sensação que, para eles darem um beijo, ou ele se deita no chão à comando ou ela mergulha as mãos em pó de talco e faz rappel por ele acima.

Alta-roda do suicídio

Um tipo sabe que uma emo é bué trendie e liga bué a modas e estética quando repara, em plena ala de produtos de higiene do Continente, que ela está a comprar lâminas de barbear e a ver quais é que combinam melhor com os pulsos.

Apelo à adversidade

Um dia ainda hei-de fazer bungee jumping usando como corda apenas os intestinos delgados entrelaçados dos meus jurados inimigos de longa data.

Reembolso como modus operandis

Ainda me estou a rir com o facto de me terem dito que o bilhete do Super Bock Super Rock que não utilizei no dia 11 para ver Depeche Mode dá para ir ver The Killers, Duffy e Brandi Carlile no dia 18.

Blow up to smithereens

Sempre vivi com a noção básica de que as bonecas insufláveis não cantavam e não dançavam.

Isto, claro, até chegarem os Black Eyed Peas.

Once I died, now I'm alive

Por recomendação de pessoa de importância duvidosa, preciso de continuar a tentar arranjar uma vida, uma vez que ter ido para Faro há um mês, ter ido comer pó ao Alive! na quinta, ter apanhado um alfa pendular para o Porto na sexta, ter passeado por meio Porto e não ter visto Depeche Mode no sábado, ter regressado ontem a Lisboa e daqui a exactamente cinco dias ir estar em plena Escócia não se qualifica, aparentemente, como tendo uma.

Blandície

Poucas coisas sabem melhor do que um jarro de sangria tomado à beira-Douro na melhor das companhias.

What are you doing, Dave?

O Dave Matthews conseguiu inventar um novo estilo musical: o "Foda-se que estou a ouvir esta merda vai para uma hora e sinto-me exactamente na mesma".

Coágulos

Nunca consigo discernir se estou a ter uma trombose ou se estou a ouvir Katie Melua em avulso numa rádio.

quinta-feira, julho 09, 2009

Pessoal, já venho.

Vou só ali ao Alive! ver SlipKnot e Metallica e depois vou só apanhar um alfa pendular para ir só ver Depeche Mode ao Porto.

Até já.

quarta-feira, julho 08, 2009

Retrato de um dogma

Era uma vez uma proposição.
Uma pequena proposição.
Um humilde conjunto de caracteres, expostos em prosa, sem qualquer expressão assertiva, que nem tão pouco submetia a apreciação um assunto.
Era uma proposição tão modesta que nem um tema possuía.

Apesar de assim ser, a proposição tinha uma existência agradável.
O seu pai, o vocabulário, e a sua mãe, a língua, precaviam-se de que nenhuma correcção gramatical lhe faltava, e proviam-na dos melhores termos.
Faltava-lhe, no entanto, o maldito tema.

E assim foi que, a determinada altura, a míngua proposição decidiu que queria ser algo mais.
"Quero crescer e ser alguém. Quero ser algo promissor. Nada de fastidioso ou prolixo. Quero ser assim como que um prolóquio, uma asseveração ou uma alegação com propósito. Quero ser mais do que uma simples conjugação de letras, espaços e sinais de pontuação. Quero ser... um dogma. Isso. Um dogma. Algo que o alheio, desde as opiniões mais concordantes às conjecturas mais teimosas, não possam tocar. Algo apresentado e aceite como indiscutível. Um dogma. É isso que eu quero ser."

Arranjou um pseudo-escritor como mentor e tutor, e o acordo foi mútuo: pelo poder da caneta, o seu guia literário a ela produzia e nela matizava as desinências e os afixos dos vocábulos que a compunham, dando-lhes verdadeira acepção, e ela, como retorno, a ele servia como veículo para a palavra.
O ponto de vista gerava-se, a ideia ganhava fundo e o todo, com intuito, era criado com firme interpretação.
O poeta com veia de dramaturgo jogou com a restrita proposição, brincou com a sua formação lexical, moldou-a.
E, com o tempo de quem leva a escrever uma composição mórfica, a pequena proposição deixou de ser diminuidoramente adjectivada.
Abandonou a índole de se constituir pequena e sem significação, e acreditou-se séria paráfrase, sóbrio apanágio de uma porvindeira inclusão na premissa do seu tema.
O seu tema.
O tema que ela agora advogava.
Que ela defendia.
Que o seu aedo lhe outorgou de cônscio intento...
Arte.

Com o doutrinante preceito de quebrar o abastado acolhimento da arte como algo de facilmente atingível, a outrora proposição assertivou-se na resolução dos tratados de discórdia relativos a essa concepção.
Evitou cair na gíria, na filologia do calão.
Ordenou-se em temáticos colóquios.
Empregou-se nas parangonas dos mais conceituados jornais e serviços noticiosos.
Reptou, por sinalefa, em passa palavras informais e cafés de ocasião.

Defendeu que defender que a arte emana arbitrariedade e livre acesso é permitir a banalidade na justa criação.
Defendeu que a arte deve ser tirânica e de carácter minimamente inacessível, sob pena de se fragilizar à luz da manha do falso artista.
Arbitrou que lá porque algo é, de base, inatamente belo, não deve, forçosamente, constituir-se ofício da arte.

Defendeu-se e vedou-se nas anteparas das suas máximas mas, como tudo o que combate o fogo com fogo, acabou por se queimar nas achas da sua própria axiomática.
Mundo que é mundo é mundo de preconceitos, julgamentos e desleais alegações, princípios, fins, máscaras e contradições, e este mundo, o nosso mundo, não foge à sua própria regra.
Mundo que é mundo é cruel, e cria proposições para crescerem dogmas e dogmas para crescerem verdades, para que a verdade derribe o dogma e o dogma se prostre no apoucamento da sua natureza logrativa.

E pela natureza incontestável da verdade, o espírito da contemporaneidade artística ergueu-se e professou, com a pompa de quem se despeia da responsabilidade do dom e do engenho, que a arte está acessível por todos e para todos, livre de interpretações fixas e de especificidades, livre de regras que minem a essência amorfa de toda e qualquer criação artística, livre de pressões burguesas e de obstáculos à dubiedade que a ilibe de poder alegar que é algo que pode ou não ser, livre de estimular emoções e sentidos independentes de técnicas ou estéticas, livre de utilitarismos desnecessários à livre manifestação abstracta.

E a pequena proposição apercebeu-se, com dolência, de que não é dogma algum.
Continua a ser uma proposição.
Mais madura, é verdade. Mais desenvolvida.
Mas igualmente errada. Mais falaciosa.
Menos verdadeira.

Com o decoro de quem se acanha perante o que a maioria dita, a desditosa proposição arrastou-se de volta ao local destacado para si na gramática portuguesa e ali ficou, sem nunca mais se submeter a apreciação, desconhecendo e ignorando por completo o facto de que a sua tentativa de adestrar um fiel conceito de arte apenas saiu intrujado porque tentar enquadrar e depreender racionalmente algo que é de ordem cem porcento intuitiva, como o é a arte, é penitenciar-se, logo à partida, a uma amarga derrota moral.

Jewel of the Nile

Ouvir o "When the Going Gets Tough, the Tough Gets Going" do Billy Ocean dá-me vontade de calcorrear corredores a apontar indicadores às pessoas e a piscar o olho direito com um sorver entre dentes como quem diz "'Tás lá!" e de ter reuniões onde se acena muito e afirmativamente com a cabeça e onde se aponta para documentos e slideshows como quem diz "Eis a solução! Vedes?".

Tudo isto, claro, vestido à Don Johnson dos anos 80.

Ora vejam lá se não dá:


MP3 aqui.

Brokeback to the future

O Marty McFly era uma personagem muito à frente do seu tempo.

Crédito à habitação

Nunca nada teve um nome tão fidedigno como "Estádio das Antas".

Ainda estou a aprender a colocar barras de censura nas coisas

terça-feira, julho 07, 2009

Seeing red again and again and again and again

Os nós dos meus dedos foram feitos para serem desatados à pancada.

Folecra

Quero inventar uma Nenuco que para além de cagar, mijar, arrotar, peidar, chorar, esbracejar, desfraldar ranho e fazer bolhinhas com a boca, consiga ainda snifar linhas de coca, adormecer no sofá a babar-se para o limão e o cinto enrolado à volta do braço, chamar "puta" à mãe e chegar a casa com namorados mais velhos e venéreos.

De gritos

Ele há cenas que são demasiado gritantes.

Infantes de quatro anos em chamas, por exemplo.

O papel principal III

A4 é, para além de um tamanho de folha de papel, uma belíssima constatação de facto sobre o número de minis fresquinhas que constam do meu frigorífico.

O papel principal II

Cheguei a sagrar-me vice-campeão num torneio de papier mâché na minha C+S, na vertente "Maior bola de cuspo a acertar nas costas da prof de História".

O papel principal I

Nada é mais redundante do que papel vegetal.

Off to see the wizard

Sempre que estou em vias de ir para a cama com uma tipa nova, explico-lhe que aquele carreirinho que parte do meu umbigo e me entra calças adentro é a estrada de tijolo amarelo, e que está na hora de ela ir conhecer o Feiticeiro de Oz.

A definitely must see

Revivalismos = 5

Michael Sembello - Maniac:


MP3 aqui.

Seeing red again and again and again

Hoje, quando chegar a casa, vou rever "A Fúria do Último Escuteiro".

Seeing red again and again

Já tentei contar até dez em decimal e não ajudou.

Vou tentar contar até dez em romano.

Keygen déjà vu

A minha gaja acha que eu sou apanhado do juízo.

Só porque consigo ouvir isto em ciclo durante horas.
Ridículo.

Seeing red again

A última pessoa que sugeriu que eu estava a precisar de aulas de controlo de agressividade ficou-se com uma cabeçada nos dentes.

Picardíaco

A avaliar pela forma entusiástica como canta, alguém devia ligar a Vanessa da Mata a um sistema de suporte de vida, porque parece que ela vai deixar de existir a qualquer momento.

E, pelo sim pelo não, punha-se também uma equipa de pronto-socorro e uma daquelas máquinas de dar choques eléctricos no coração ao pé do Ben Harper.

Só para não arriscar.

Lógica em contramão

Ligar a rádio para ouvir aleatoriamente música faz tanto sentido como ir ao cinema e não escolher o filme que se vai ver.

segunda-feira, julho 06, 2009

Well, you can just get yourself another delivery boy

Ando danadinho por andar à pancada.

Danadinho por puxar a culatra atrás no meu pescoço e aviar cinco ou seis cabeçadas na cana do nariz de um palhaço qualquer.

E danadinho por agarrar-lhe no escalpo, levantar-lhe a cara da calçada e dizer-lhe olhos nos olhos enquanto ele tenta, sem sucesso, conter o sangue que lhe jorra entre mãos do septo nasal rachado: "Eu sei o que é que estás a pensar. "Ele aviou-me seis cabeçadas no nariz ou foram apenas cinco?" Bem, para te dizer a verdade, no meio de toda a excitação a modos que eu próprio perdi a conta. Mas sendo esta testa a minha testa, ou seja, uma das testas mais rijas do mundo, uma testa capaz de te colar toda essa cena a que chamas "cara" ao fundo da tua nuca, tu tens de te perguntar uma cena: Será que eu me sinto com sorte? Bom, sentes, palhaço?"

Se dependesse de mim, estávamos todos ao moche aqui nesta sala

Mudvayne - Determined:


MP3 aqui.

4-4-2 = -2

Tenho um amigo tão fanático pela bola que costuma comer a namorada de 4-4-2.

A rota

Eu sou tão bom a jogar Descobridores de Catan que no outro dia rolei 8 e, em vez de ganhar uma madeira e um barro, redescobri o caminho marítimo para a Índia.

sexta-feira, julho 03, 2009

Sob antidepressão não consigo

Ainda está para nascer uma pessoa que tome Prozac que me consiga calar.

Tasker

A verdade da mentira é que eu comia a Jamie Lee Curtis.

quinta-feira, julho 02, 2009

Texto livre

Na sua própria concepção, faça uma composição de não mais de quinhentas palavras a explanar o que sente relativamente ao facto deste almiscarado deste boi-cavalo ter trocado, ao nível do telemóvel, do toque polifónico do "Bésame Mucho" para um "Careless Whisper" dos Wham! em formato MIDI.

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King of pain

Juro que, se me quebrarem o coração uma vez mais que seja, eu me torno oficialmente no Neil Diamond.

E, nessa altura, passarei a fazer como ele e a acordar todo o santo dia e a ficar uma intemporalidade de tempo deitado na cama a vidrar, simplesmente, na escuridão do tecto, e a levantar-me vagarosamente da cama como se o próprio Mundo tivesse decidido que os meus ombros eram um bom sítio para assentar todo o seu peso, e a arrastar os meus pobres e cansados ossos para a casa de banho onde tomarei o meu frio e desconfortável duche de olhos assentes no chão, e sairei do polibã a escorrer água e vida para a frialdade do mármore e fitarei a figura quebrada do outro lado do espelho e dir-lhe-ei, tal como lhe havia dito no dia anterior e no dia anterior a esse: "É hoje; não passa de hoje", em resposta à sua contínua pergunta de "Quando é que cortas os pulsos e acabas com esta tortura de uma vez?".